Depois de muito tempo ausente na produção textual resolvi
criar um blog sobre o transtorno Déficit de atenção hiperatividade condição
neurológica que descobriu em 2015, em meio a um período na faculdade em que
percebi que não conseguia resolver as questões de equações diferenciais sem ter
algum tipo de “apagão”.
De início pensei, que meu problema seria discalculia ou até
mesmo dislexia depois reprovei na alfabetização, por incrível que pareça. Chegar
a um diagnóstico de TDAH foi uma via crucis, porque tudo começou lá na infância
e um Belo dia em que resolvi sair da sala de aula sem pedir para a professora, e
para mim isso era altamente normal, até o momento em que ela resolveu ir atrás
de mim dentro do banheiro puxava os cabelos, uma agressão que responde também
batendo nela.
Depois disso a minha vida virou de cabeça para baixo, por
isso a professora disse que eu era louco da cabeça e que não ficava ali na
escola se não fizesse uma eletroencefalograma, que já naquele tempo demonstrou
uma alteração das ondas alfa e aí começou a minha odisseia, não tão nobre como a
Odisseia de Homero, mas que me trouxe sofrimento durante um bom tempo da minha
vida, porque aquilo criou um estigma, o estigma da loucura.
Hoje eu vejo a explosão de casos de TDAH, e de autismo de
todos os níveis e aliás, atualmente estou tentando fechar um diagnóstico de
autismo suporte nível um, sobre essa experiência de escreverem em um outro post
do blog.
Já vi que é escrita é uma abordagem da psicologia e na
terapia que ajuda o paciente a se curar de seus traumas interiores, embora
agora nesse momento não tenha nenhum autor para citar e nenhum psicólogo, vou
tentar mais tarde escrever sobre isso.
De todo modo, a principal problemática que enxerga hoje em
dia com relação não somente o TDAH em adultos como também o autismo é a falta
de uma política pública, e da sensibilização os próprios profissionais de saúde.
É isso mesmo que você está lendo, infelizmente o Brasil é um país altamente
hostil para com a sua população neuro divergente, e parece que vivemos uma
espécie de eugenia não oficial e não declarada, que está presente não apenas no
sistema de saúde que para mim sinceramente não é acolhedor, mas também está
presente nas empresas, e principalmente nas instituições públicas como escolas
e universidades.
Sobre essa experiência escolar e também na academia eu tenho
muita coisa para escrever e relatar, mas vai ficar para uma outra oportunidade.
Por enquanto este é um post apenas de estreia e é o passo inicial de quem sabe
mais uma jornada literária.
Até a próxima!
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